1x01 - Sequestro Part.01

 

Equus

1x01 – Sequestro Part. 01

 

Narrador – a história que irei lhes contar começa numa pequena cidade rodeada de vegetação, localizada no interior de algum lugar muito, muito distante. Alguns o denominavam, como uma grande vila, por ser distante de tudo, era difícil encontrar tal lugar, poucos possuíam conhecimento sobre a cidade de Jelastrif. Há pouco tempo, esse lugar se tornou famoso para alguns que, por um acaso, souberam que ali corria a lenda sobre cinco diamantes que juntos, forneceriam a três pessoas, poderes imortais e assim que unidos, formariam a imagem de um cavalo alado, de nome Magnout, o Deus imortal. Era uma lenda antiga que residia naquele humilde lugar, poucos tinham conhecimento sobre ela, muito menos sabiam de como obter tais preciosidades.
 
Em Jelastrif, há muitas décadas, não se via chuva, a região era tomada pelo calor intenso, chegando próximo ao clima extremamente seco. O comércio era poderoso na cidade, os jovens estudavam nas manhãs e trabalhavam ás tardes nas tendas. As mercadorias iam de condimentos até utilitários domésticos. Todo garoto, desde os sete anos, já era incentivado a trabalhar pela própria família. A tenda que, dava mais lucrativa era a de Art, um senhor já de idade avançada, barbas brancas e memória, um pouco fraca. Em sua tenda, trabalhavam três irmãos. Marc era o primogênito, Philip, era o do meio e Turco, o caçula e provavelmente, o mais corajoso entre seus irmãos. Certa caída de tarde, um casal de jornalistas apareceu pela tenda e questionavam Art sobre algo que pudesse os - levar até a lenda dos diamantes.
 
Art – Bem, eu não posso ajudá-los, nem sei do que estão falando, não conheço nada a respeito desta lenda.
 
Turco está ouvindo a conversa, com olhares desconfiados, enquanto os jornalistas se despedem. Ele se aproxima de Art.
 
Turco – Senhor, notei que ficou nervoso enquanto aqueles jornalistas perguntavam sobre alguns diamantes. Sabe algo a respeito desta lenda?
Art – Acha que eu menti?
Turco – Confio em você, mas não pude deixar de notar seu nervosismo, teve medo daqueles jornalistas?
Art – Eu não estava nervoso, é que não estou com uma saúde exemplar e o estresse vem me vencendo, ultimamente.
Turco – Me desculpe, então.
Art – De qualquer forma, fique longe disto, longe destes, os quais ambiciam estes diamantes, é o melhor para todos nós.
 
Turco sai da tenda, confuso, sem ter a coragem de dizer mais alguma coisa a Art e se encontra com seus dois irmãos na saída.
 
Marc – Você quer que percamos o emprego?
Philip – Como assim?
Marc – Nosso irmão decidiu incomodar Art, com a história dos diamantes.
Philip – Como pôde fazer isso? Quer que nossos pais nos coloquem de castigo?
Turco – Me desculpem! Minha curiosidade não afluará novamente.
 
Os três irmãos chegam em casa e toda a família se senta á mesa para o jantar. Betty, a mãe dos três faz a prece e todos começam a refeição.
 
Betty – Turc. Filho, estou te sentindo um tanto distante hoje, o que aconteceu?
Turco – Alguns jornalistas visitaram a tenda hoje e perguntaram sobre uns tais diamantes.
Marc – Turco, esqueça isso!
Turco – Cheguei a perguntar a Art se ele sabia algo a respeito.
Betty – E...?
Turco – Se recusou a dizer qualquer coisa sobre o assunto.
Glaco (pai) – Tudo bem, mas espero que isso não aconteça de novo, entendeu? Seu avô nunca permitia que estes diamantes fossem citados entre a família, vamos respeitá-lo mesmo depois de morto, ok?
Turco – Sim, pai! Não vai mais acontecer.
 
Corte para um abrigo, onde estão Jana e Taylor, o casal de jornalistas que interrogou Art.
 
Jana – E agora? Todos se recusam a fornecer informações sobre esta lenda, Não podemos voltar sem nada.
Taylor – Não voltaremos sem nada. Estes diamantes são a nossa luz no fim do túnel. Não os - deixaremos para trás. Ao que me parece, todos estão dizendo a verdade, acho que não sabem de nada mesmo, exceto, um deles.
Jana – Quem?
Taylor – Art, aquele senhor da tenda mais visitada, percebeu como ele ficou nervoso com a nossa presença? Ele tremia, tenho certeza de que sabe de alguma coisa.
Jana – Mas ele não disse nada.
Taylor – Mas vai dizer! (Tirando o revólver do bolso de sua calça) Veremos o quanto ele coloca a vida dele em risco por estes diamantes.
Jana – Enlouqueceu, foi?
Taylor – Nós prometemos que voltaríamos com a lenda.
Jana – E matar o velho é sua melhor idéia?
Taylor – Matar, não! Será apenas um susto.
 
Corte para a tenda de Art – Dia.
 
Art –Turco, queria lhe pedir um favor.
Turco – Pois não, senhor!
Art – Preciso que me faça companhia esta noite, estou bem para ir para casa, mas não para me infiltrar na solidão.
Turco – Eu posso falar com meus pais.
 
Corta para a casa de Art – Noite.
 
Turco – O senhor está febril, com a face bastante trêmula. Quer que eu faça um chá?
Art – De camomila, por favor!
Turco – Ok!
Art – Sabe, minha mãe plantava camomila todo mês, com a esperança de que pudesse colher até o final de bimestre, assim que uma chuva surgisse e tornasse ativas aquelas sementes, mas as águas do céu nunca vinham e o sonho do chá de camomila já estava para pesadelo, até que ela chegou a falecer e, naquele dia, caiu sobre as terras de Jilastrif, a primeira e única chuva que presenciamos, o que rendeu campos e campos da erva tão esperada pelos moradores. E aquele dia foi considerado um milagre, milagre este que nunca mais veio.
Turco – Sinto muito por sua avó. (Entregando uma xícara de chá a Art) Mas, porque está me contando isso agora?
Art – Porque sei o quanto você quer saber sobre aqueles diamantes e que é por isso que está aqui comigo.
Turco – O que isto pode ter a ver com... ?
Art – Minha mãe morreu por causa daqueles diamantes, tem que entender porque eu não quero te envolver nisso.
Turco – Você não está me envolvendo em nada, eu estou me envolvendo nisso.
Art – Estou morrendo, Turco.
Turco – O Quê?
Art – O médico hoje, no hospital, revelou que estou com uma doença em fase terminal, posso morrer a qualquer momento.
Turco – O senhor não pode morrer.
Art – Isto depende dos diamantes.
Turco – Dos diamantes?
Art – Sim, por isso lhe digo, tem de estar preparado para o que vai ouvir.
Turco – Eu quero ouvir.
 
Corte para a tenda de Art – dia.
 
Turco chega á tenda de Art e encontra seus dois irmãos trabalhando.
 
Turco – Trabalhando neste horário?
Marc – Não terá aula hoje.
Turco – E Por quê não?
Marc – Uma garota morreu.
Turco – Quem?
 
Marc e Philip se entreolham.
 
Corte para o cemitério, onde Turco chora ao túmulo de Melanie Anquier.
 
Turco – Como isso aconteceu?
Philip – Só o que se sabe é que ela parou de respirar assim que chegou á escola.
Turco – Estava sozinha?
Philip – Não foi vista acompanhada de ninguém, mas não podemos ter certeza.
Turco – Ela deve ter ouvido algo.
Marc – Do que está falando?
Turco – Melanie foi me ver ontem na casa de Art... Ah, esqueçam!
Marc – E como está Art?
Turco – Piorou, passa muito mal, deixei que um curandeiro ficasse lá com ele, durante minha ausência. Não podemos fazer nada a não ser trabalhar e esperar.
Marc – Não! Deixe que cuidemos da tenda, vá lá e cuide dele. É o melhor que deve fazer.
Turco – Agradeço!
 
Corte para a casa de Art – Dia
 
Turco chega e Art não está lá.
 
Turco – Art? Art? Art?
 
Corte para a casa dos Delfino – Dia
 
O telefone toca, Betty atende.
 
Betty – Alô?
Após um tempo em silêncio, Desliga.
 
Betty – Glaco!
Richard – O que foi? Quem era ao telefone?
Betty – Art foi seqüestrado.
 
Marc, Philip e Turco chegam em casa.
 
Betty – Filhos, onde estavam?
Philip – Trabalhando, ora bolas.
Betty – Turco, onde está Art?
Turco – Não está em casa. Imaginei que ele estivesse aqui.
Betty – Então é verdade. Ele foi seqüestrado.
Turco - Hã?
Betty – Já ligaram falando sobre o resgate.
Turco – E o que temos que fazer?
Betty – tem a ver com os diamantes. Querem a lenda dos diamantes.
Turco – Droga!
Marc – Como faremos isso?
Philip – Alguém tem idéia do que a lenda diz sobre os diamantes nesta cidade?
Turco – Eu!
Marc – Você?
Turco – Eu posso... Art me contou sobre a lenda. Eu posso, eu quero ficar no lugar dele.
Betty – Filho, você tem certeza?
Turco – Claro, mãe. Pelo Art, eu tenho certeza.
Glaco – Só nos resta esperar pelo segundo telefonema.
Philip – Não deve demorar muito.
 
Corte para o cativeiro de Art.
 
Jana – O que a fazemos agora? Matá-lo?
 
Art está amarrado em uma das cadeiras do local.
 
Taylor – Não! Não antes de ele nos dizer onde estão os diamantes.
Jana – Como? Se ele não fala nada?
Taylor – É apenas uma questão de tempo. Ele vai falar.
Jana – Ty, não adianta!
Taylor – Ainda é cedo, o velho não vai ser burro de ficar mudo até a própria morte.
 
(Risos de Taylor).
 
Corte para em frente á tenda de Art.
 
Laurie e Mylla caminham sobre o local.
 
Laurie – Art não abriu a tenda hoje.
Mylla – Pois é, estranhoei. A maioria dos clientes da cidade é dele, é dinheiro fácil diariamente, boa parte deste lucro pode ser perdido.
Laurie – Algo grave deve ter acontecido.
Mylla – Ah, quem me dera! Aquele velho podia ter um enfarte.
Laurie – Mylla, o que está dizendo? Não pode odiá-lo tanto assim.
Mylla - Você não faz ideia!
Laurie –De onde vem tanta raiva de Art?
 
Átila interrompe.
 
Átila – Já estão sabendo?
Laurie – Com certeza, não! Não fiquei sabendo de nada hoje. Conte aí, qual é a fofoca do dia?
 
(Risos de Mylla).
 
Átila – Houve um seqüestro na cidade.
Mylla – Sequestro?
Átila – Art foi sequestrado.
Laurie – Por isso, não abriu a tenda. Mas o que aconteceu?
Átila – Desconfiam de dois jornalistas que estiveram aqui, há pouco menos de uma semana.
Laurie – Jornalistas?
Átila – Sim, não se lembra? Questionaram Art sobre os diamantes.
Laurie –Esta história de novo.
Átila – Mesmo depois de tanto tempo.
Mylla – Gente, tenho que ir. Preciso ir!
 
Mylla sai correndo.
 
Corte para o cativeiro de Art.
 
Jana – Taylor, esquece isso! O velho não vai falar nada!
Taylor – Ótimo, ficaremos sem ouvir as últimas palavras dele.
Jana – Você está louco, Completamente Louco!
Taylor – Eu prometi voltar com os diamantes.
Jana – Foi uma promessa estúpida.
Taylor – Vou cumpri-la!
Jana – E quanto a promessa de sermos felizes? E quanto a promessa de termos uma vida juntos? Buscar estes diamantes é loucura, olhe a que ponto chegamos, seqüestramos um senhor de 70 anos. Quer saber? Pra mim, chega.
Taylor – O Que está fazendo?
Jana – Indo embora. Acabou o jogo pra mim.
 
Taylor puxa Jana para fora do cativeiro.
Taylor – Está louca?
Jana – Pelo contrário. Taylor, não preciso de diamantes para viver.
Taylor – E nós?
Jana –Nós? Não existe mais ‘nós. O que existe é um triângulo amoroso entre eu, você e os diamantes. Mas, não se preocupe, eu sei que sou de pouca importância perto daquelas preciosidades.
Taylor – Eu sinto muito!
Jana – Deve sentir mesmo!
Taylor – Não quero que vá embora.
Jana – O que aconteceu com a gente, hein? Éramos tão felizes antes desta loucura de diamantes.
Taylor – Seremos felizes! Pense no quanto conseguiremos com os diamantes nas mãos.
Jana – Meu conceito de liberdade está bem longe do seu. Você está obcecado por aqueles diamantes... Sabe, eu preferia quando se dizia obcecado por mim.
Taylor – Não pode ir embora assim.
Jana – Não adianta, Taylor! Eu não agüento mais.
Taylor – Jana, Eu te amo!
Jana – O Quê?
Taylor – Desculpe ter demorado tanto tempo para perceber isso, mas eu te amo!
Jana – Mal sabe o que está falando!
Taylor – Eu sempre te amei. Me Desculpa!
Jana – Eu... Nem sei o que dizer.
Taylor – Diga que não vai embora.
Jana – Sete dias... Em sete dias, se não conseguirmos estes diamantes, promete que vai esquecê-los?
Taylor – Tudo bem... Sete dias... Eu prometo!
Jana – Começando por hoje.
 
Corte para uma casa antiga – Dia
 
Mylla entra e encontra Henry sentado em frente á lareira.
 
Mylla – Já ficou sabendo?
Henry – Claro!
Mylla – É nosso fim!
Henry – Como você é dramática.
Mylla – Será que não entende? É literalmente, o nosso fim. Não deve estar tão tranqüilo.
Henry – Art não vai falar nada. Se fosse pra esse velho abrir a boca, ele já teria feito, há muito tempo, se lembra dos arqueólogos?
Mylla – Agora é diferente!
Henry – Nada mais do que os arqueólogos teriam feito.
Mylla – Mas não fizeram
Henry – Porque você os - matou.
Mylla – Que que é? Vai jogar toda a culpa em cima de mim, agora? A ideia foi sua.
Henry – Por você. Eu tive a ideia por você.
Mylla – Vai me condenar agora?
Henry – Como se nós dois já não estivéssemos condenados.
Mylla – Isto me sufoca cada dia mais.
Henry – Nós escolhemos assim! Agora é tarde.
Mylla – Tem que haver um jeito.
Henry – Não há!
Mylla – Não agüento mais...
Henry – Você quis, agüente as conseqüências.
Mylla – É Horrível viver sem possuir o controle da própria alma.
Henry – É isso que ele quer, Mylla. Que enlouqueçamos.
Mylla – Falo sério, quero que isso acabe.
Henry – Ainda somos cartas do baralho, não há como fugir.
Mylla – Eu me arrependo.
Henry – Arrependimento não o – comove.
Mylla – Se Art falar algo, já era.
Henry – O Pior é que ele já saiu dos limites impostos.
Mylla – O Que quis dizer com isso?
Henry – Sabe o filho caçula dos Delfino?
Mylla – Sim. O Que tem Turco?
Henry – Ele já sabe de quase tudo.
Mylla – Como assim?
Henry – Art contou a ele.
Mylla – Droga! (pensativa)
Henry – No que está pensando?
Mylla – E Se eu fosse até ela?
Henry – Isto é loucura.
Mylla – Ela pode me curar.
Henry – Ela nunca te perdoou pelo que fez... Acha mesmo que vai te curar?
Mylla – Ela não pode me rejeitar.
Henry – É muito arriscado.
Mylla – Tenho que arriscar. Quer saber? O Melhor que pode fazer agora é ir até a casa dos Delfino, finge que vai lhes prestar consolo, você é amigo da família, não vão estranhar e aí, você fica atento a tudo o que acontece por lá. O Que acha?
 
Corta para a casa dos Delfino – Noite.
 
Betty e Glaco estão na sala, abraçados. Betty aparenta estar bem mais aflita que ele.
 
Betty – Não ligaram mais!
Glaco – Acalme-se. Nervosismo não ajuda em nada.
Betty – Me sinto inútil, ficando aqui sem fazer nada, sem poder fazer nada.
Glaco – Tudo acabará bem, você vai ver.
Betty – Não suportarei a morte de Art, Glaco! Eu não poderei suportar. Quando minha mãe morreu em meu parto, ela me entregou a Art e ele fez a promessa de me criar como filha. Durante todos os anos de minha vida, Art foi um pai para mim e agora estou aqui, sem ao menos, poder retribuir a ele tudo o que já fez por mim. Ainda lembro como se fosse hoje, meu pai me batia muito, me proibia e minhas irmãs de tudo. Nunca tínhamos liberdade, até que Art resolveu lutar por nossa guarda e conseguiu. Graças a Deus!
Glaco – E o que aconteceu com seu pai?
Betty – Sumiu no mundo. Nunca mais tive sequer uma notícia dele e nem quero.
 
O Telefone toca, Betty atende.
 
Betty – Alô?
Taylor – Tem 24 horas para chegarem aqui...
Betty – Onde estão?
Taylor – Anote o endereço.
 
Corte para o cativeiro de Art – Noite.
 
Jana – Já ligou?
Taylor – Sim, a família já deve estar a caminho.
Jana – Só espero que acabe tudo bem.
 
Corta para a casa dos Delfino – Noite.
 
Henry chega á casa.
 
Henry – Dona Betty, posso entrar?
Betty – Henry, claro que pode!
Glaco – É sempre muito bem vindo.
Henry – Obrigado, Sr. Delfino. Eu soube sobre o seqüestro, vim ver como estão.
Betty – Está sendo difícil...
Henry – Posso compreender.
 
Turco se intromete.
 
Turco – Henry, sei que está chegando agora, mas estávamos de saída.
Betty – Sim, pois já sabemos onde é o cativeiro.
Glaco – Você pode ficar aqui cuidando da casa?
Henry – Claro, senhor!
Betty – Que bom. Então, vamos...
 
Todos saem da casa, exceto Henry. Ele pega o celular e liga para Mylla.
 
Henry – Os seqüestradores já revelaram o endereço, já estão a caminho do cativeiro. Pelo jeito, Turco será o novo refém.
Mylla – Tem que segui-los!
Henry – Sim, é o que eu vou fazer.
 
Corte para Henry em seu carro, falando ao celular.
 
Henry – Estão seguindo uma trilha estranha na floresta, o cativeiro deve ser bem escondido.
Mylla – Não os – perde de vista.
Henry – Pode deixar.
 
Corte para o carro dos Delfino. Quem dirige é Glaco.
 
Glaco – Estranho!
Betty – O Que é estranho?
Glaco – Aquele carro cinza, está atrás de nós, há um bom tempo.
Betty – Carro cinza?
Glaco – Sim. Não reparou?
Betty – Glaco, é melhor verificarmos, podemos estar correndo perigo.
Turco – O Que aconteceu?
Betty – Pelo jeito, estamos sendo seguidos.
 
Glaco para o carro e desce do veículo.
Glaco – Espere... É Henry! (se aproximando) Henry, porque está nos seguindo?
 
Corte para Mylla caminhando... É Noite, mas o lugar está claro, como se fosse ainda dia. Chega até uma casa de madeira, rodeada de plantações de rosas vermelhas.
 
Mylla – Mãe?
 
Uma mulher sai de dentro da casa. Esta é Alma.
Alma – O Que faz aqui? Vá embora!
Mylla – Apenas me escute.
Alma – Não sou obrigada a escutar nada.
Mylla – Tenho uma proposta a lhe fazer.
Alma – Vá embora!
Mylla – Sou sua filha.
Alma – Que tipo de filha você é? Do que tipo que entrega mês netos por diamantes?
Mylla – Eu tive que fazer aquilo.
Alma – Não quero ouvir justificativas.
Mylla – Não estou tentando justificar nada... Quero que me cure!
Alma – Você fez sua escolha, agüente as conseqüências.
Mylla – Se você me curar, eu conto o que você sempre quis saber...
Alma – Do que está falando?
Mylla – Me cure e eu conto onde estão os diamantes.
Fade Out.

 

Created e Written By Luís Pinochet

 

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